Em linhas ofuscas, riscos e rabiscos de nosso incógnito passar
Insólito dramaturgo é a vida, e sua teimosa mania de escrever vidas
E o que será dela senão um tenro ensaio de amor?
Cada ríspido conflito, cada abraço rejeitado, cada beijo na testa...
Alegra-se; berra silenciosamente ao encontrar-se com aqueles olhinhos manhosos, que trazem consigo toda a altivez da beleza
Apaixona-se cansativamente com seu carinho e sua carência
Chora a insônia refletiva de sua ausência
(...)
Frutas no chão. Na sala, a cadela chafurda sapatos esquecidos
Conversas embaixo dos lençóis com seu rosto adormecido
Transpira cuidado, sonha afeto. De tanto que quis ser, vai ser...
Como é bom contemplar o otimismo do que me espera!
Enxergar como minha juventude ainda não era
Nunca fui bobo, já fui boêmio
Embriaguei-me no esplendor desse encanto
Entôo a melodia de um novo canto
Em minhas orações, peço a Deus para que este seja
Meu infindável tenro ensaio de amor.
(Flávio Pinheiro)
sexta-feira, 19 de junho de 2009
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6 comentários:
Muito bem feito, realmente Deus presenteou- lhe com o dom das palavras, continue aproveitando esse dom de forma positiva: alegrando a vida monótona dessa adoradora de poemas.^^
Lindoo mesmoo!
espero ver mais textos/poemas
aquii!!
parabéns pelo talentoo com as palavras!
Estou feliz por saber que ainda existem pessoas como você, que não somente são contempladas com esse dom, mas que também publicam os seus lapsos de criatividade compartilhando- os com o público. Parabéns pelo blog, pelas idéias e pelo talento! E nunca deixe de compartilhar- los.
Me desculpe a intromissão
Mas,quem foi a sua inspiração?
inté rimo Òlhaa só,
;D
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