domingo, 8 de junho de 2008

Pensamento do dia: o burguês e o aristocrata

Argumentavam o rico burguês e o sábio aristocrata acerca do que os fariam mais importantes: o poder econômico ou o intelectual, até que o astuto e inteligente homem disse que cada dom era o mais importante sob a perspectiva e os valores de quem estivesse observando, sendo que o dele o ajudava a convencer pessoas, reverter valores, e trazer para o seu lado a opinião do senso comum, a do seu adversário inclusive. Nesse instante, sem se tocar que havia caído na armadilha que havia sido a pouco enunciada, o "fraco" burguês se convenceu das razões do sábio aristocrata, e da teoria da supremacia das idéias. Inteligência ou oratória? Talvez ambas.
Eduardo

domingo, 1 de junho de 2008

Perigo: FOFOCA!

De uns tempos para cá, o mundo mudou em demasia. Evoluções colossais foram empreendidas nos mais diversos âmbitos do mundo contemporâneo. Medicina, transporte, comunicações... De e-mails a células-tronco, não resta buços de dúvidas que a mudança mais gritante, sob o meu prisma, foi o comportamento das mocinhas!
E que ninguém se engane; não usarei metáforas, nem tampouco eufemismos. A mudança de que falo concerne a sexo. Ora mais ta, há alguns poucos anos, as mocinhas deste estado demoravam para transar. Apenas o faziam depois de vários anos de namoro fixo, e ainda assim, não raro, eram taxadas de modernas. Hoje, a coisa está debandada. As jovens, de modo geral, transam em banda de lata. Pouco importa tempo de relacionamento, ou sentimento. E se a porteira já estiver aberta, aí é que é só deixar passar a boiada. As mulheres se comportam como os caras, e acham bonito; sinônimo de independência. Alguns adoram, outros, nem tanto. Mas todos preferem as menos sambadas!
Meu escopo não é criticar, sequer julgar, até porque fico bastante satisfeito com a tal evolução. Mas, elementar, meu caro; tanto benefício teria de trazer alguma desvantagem. E é aí onde reside todo o perigo: a fofoca feminina.
Ora, mulher fofoca por natureza; comenta sobre tudo mesmo. É inegável que acerca de sexo não seria diferente. Elas, com suas listinhas, empreendem debates de deixar qualquer um estupefato. Não dispensam um detalhe: intensidade pentelhal, freqüência dos batimentos (não-cardíacos) e tamanho da madeira.
Foi aí que complicou! Com tanto comentário, o homem tem de fazer bonito; sua responsabilidade aumentou; cada trepada é uma auto-propaganda. E ai daquele que despombalecer... depois tem de correr atrás para se redimir.
As mulheres que não pensem que nossa tarefa é fácil como a delas. Temos que estar sempre alertas, trepar regularmente e ter o timing da explosão. Tem muito cabra aí pelo meio do mundo consultando sexólogo para melhorar as performances. Aqui, num estado como nosso Rio Grande do Norte, apenas se ouve do acontecido.
Em um interior muito longe, lá onde o peido perdeu a catinga, tinha um camarada chamado de Chico Tripa. Ele era só o pavil, magro que só traveco em final de carreira. Mas o infeliz adorava se empabular das trepadas que dava; segundo ele, impotência era invenção da mídia. Pois bem, um certo dia, depois de muito forró, dançando mijador com mijador, ele conseguiu levar Shirlinha, a jovem mais fogosa da cidade, para o motel. Foi o caminho todinho taiado. Chagando lá, ela se despiu – boa que só uma porra! Ele ficou tão nervoso com a gostosura da nega que seu pau amoleceu. Fez de tudo, o coitado – bomebeou, arregalaçou, sacudiu – mas não tinha jeito daquela macaxeira endurecer. Já ciente que seu pau tinha dado pra trás, Chico Tripa apagou a luz do quarto e fez o serviço de outros modos. Depois de 20 minutos, já com o xibiu engilhado, Shirlinha deu um berro das arábias e gozou. Chico Tripa sorriu; pagou a conta do motel de foi embora conformado. Levou consigo o que dizia o velho poeta: “Em homem com língua e dedo, mulher nenhuma mete medo”. Shirlinha, como era de se esperar, arregaçou; contou a estória pra Deus e o mundo. Já Chico Tripa, depois desse dia, nunca mais abriu a boca para falar de pau mole.
Em um outro interior, vizinho de onde Judas perdeu as botas, tinha um rapaz abonitado; cabelos lisos, rosto alvo, dentes brancos e feições afiladas. Era Medeirinhos. Medeirinhos era comedorzinho de gente; comia as menininhas todas daquela região. Chegava no forró, perfumado e sacudindo relógio no pulso. Logo as negas ficavam doidas. Ele tomava seu goro, e se encangava com alguma jovem. Forrrozinho daqui, forrozinho dali, e ele convidava a jovem pra tomar um ar fresco. Era só o que bastava. O sarrabuiado começava ali mesmo no estacionamento, e Medeirinhos, com um tesão do jumento bolinha, tirava direto para motel. Chegando lá, ele não perdia tempo: tirava a roupa da jovem e lambia até o útero. Quando o gemido estava acima de 100 decibéis, ele tirava sua própria roupa e botava aquele mangará de 30 cm pro lado de fora. Geralmente, a jovem não sabia se ria ou se chorava. No entanto, ele não a dava tempo pra pensar, botava-lhe logo pra dentro. E aí era que dava problema: se Medeirinhos não estivesse envernizado, o negócio era ligeiro. Ele dava uma, dava duas, na terceira ele já estava se tremendo, na quarta, o tiro era grande. O moleque era rápido no gatilho. Assim num tinha trepada que prestasse.
Medeirinhos já muito preocupado com suas gozadas, fez de tudo: arrancou o cabresto da chiola; tomou viagra; batia duas bronhas antes de sair de casa. Mas não tinha jeito, o negócio com ele era bateu-levou.
Um certo dia, conversando com uma turma de papudinhos, ele contou de seu mal. Foi quando um deles disse: “Homem, isso é muito fácil de se controlar”. E acrescentou: “Você toma um viagra e passa um gelolzinho nos ovos. É tiro e queda!”. Medeirinhos ficou meio assim, mas resolveu tentar. No forró da sexta, ele chegou naquela mesma bossa. Saculejou o relógio no pulso e pegou uma mocinha. Maciota daqui, maciota dali, ele levou-a pro motel. Já tinha tomado o viagra no forró. Tava com o mangará que parecia um cacetete. Despiu Kátia e foi ao banheiro. Tirou o tubo de gelol do bolso, estirou dois dedos e passou uma pataraca de gel nos ovos. Imediatamente seus ovos começaram a queimar. Ele rebolou a calça pra cima e fez carreira pra o quarto, com os ovos congelando. Chegando na cama, Kátia estava de costas e ele não contou conversa: lascou-lhe a madeira. Até que demorou mais a gozar, mas foi a sensação mais esquisita que sentiu na vida. No outro dia, disse ele no bar: “Homem, pelo amor de Deus. Foi estranho demais. Eu fechei os olhos e lasquei-lhe a peia; era quente por dentro e gelado por fora. Eu jurava que tava comendo o cu d’um pingüim!”. Depois desse dia, Kátia caboetou a estória para todas a meninas da cidade, e Medeirinhos que era só bossa, agora era motivo de chacota. Onde chegava, gritava um gaiato: “Ovo de pinguimmmmm”!
E assim foram as estórias tristes de dois cabras da terra, que sofreram com a homérica evolução comportamental das mulheres locais. Nem tudo são flores. Os homens não entram em detalhes sobre sexo, mas as mulheres não pararão de falar. E é assim que o mudo gira. Para quem quiser se aventurar, a diversão está ai em toda esquina, bares e boates. Quem se garante, que bote seu boneco, e quem, nem tanto, vá com mais calma, pois já dizia o velho poeta: “Passarinho que come pedra, sabe o cu que tem”!


Flávio Pinheiro