quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Sentido


Cheiro e sorriso marcam,
Mas não machucam. A vida do olhar,
nômade, inquieto, ávido,
é levada por novos ventos
Há desejo de amar.

Em meio a sonhos vazios
Todos perceberam:
Juntos, os corações se entendem.
Eles também.
O amor não hesita a pedidos.
Nem evita. A intensidade é medida
pelas lágrimas roladas
Foram muitas.

O amor vicia, é certo!
A saudade é vício. Sufoca, maltrata. É bom.
Jabuticabas vivas encantam.
Dançam presas e apaixonam.
Asas negras, tem esse amor. É a graúna.
Voa. E louvores de amor, entoa.

O diamante é mais lindo.
Esse amor, bem-vindo.
Faço planos para o futuro, alimento-me do presente.
Grito a todos, reflito meu amor.
Pense! Analise!
Não pode ser segredo de ninguém
Para minha falta de sentido
Achei todo o sentido.
Amo muito alguém.

Flávio Pinheiro


quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Águias foram feitas para voar longe!

Mais um tributo e uma homenagem aos meus amigos...
Águias foram feitas para voar longe!

Já faz algum tempo que um pensamento amedronta a minha mente cética e alienada: Estamos numa fase de mudanças e definições!!! Mudanças relativas ao estilo de vida que vínhamos levando até então... baseado principalmente em estudos ocasionais, responsabilidades semanais e farras constantes. Os estudos e as atividades acadêmicas são agora mais freqüentes, as responsabilidades são maiores, e com isso, as farras tendem a se tornar menos constantes. E as definições?!?! Ah, essas são besteiras, são apenas relativas ao futuro que iremos dar as nossas vidas!

Explico minhas vicissitudes... pouco a pouco estou vendo meus amigos, verdadeiros amigos, companheiros de vida, segredos e confissões, engatilhando cada um o seu caminho, tomando o seu rumo... e longe de mim!!! É um que vai estudar em São Paulo, outro fazer doutorado no estrangeiro, e assim, cada vez que eu me deparo com uma situação dessas de despedida, sinto um pouco de vazio dentro de mim... como se fosse uma parte minha que estivesse indo embora! Sabe o que é o pior disso tudo?!?!? O pior disso é que essas despedidas tendem a ocorrer mais vezes... até parece que eu vou ficar sozinho no mundo!!! Será?!?!?!

Vendo a questão por outro lado, é de se perceber um sentimento bom, contraposto à saudade, que decorre do fato de que eu sei que, conquanto estejamos fadados a um período TEMPORÁRIO de privações de nossas companhias, e eu insisto, que seja TEMPORÁRIO, esse período representará, para cada um de nós, uma era de avanços, aprimoramentos, estudos, e melhoramentos, razão pela qual eu sinto que é como se nós estivéssemos cumprindo com um dever nosso... em verdade, é bastante satisfatório e recompensador, motivo de orgulho e primor, você ver que um amigo seu está alcançando algo de melhor na vida, que está crescendo, se tornando uma pessoa e um profissional de projeção e renome, uma grande personalidade, um verdadeiro homem, de palavra, caráter e de valores! É pensando nisso que, no meu íntimo, resta uma trave de felicidade, que, contraposto à ausência, se resume na seguinte frase: “Amigo, vou sentir a sua falta... mas vá lá, destrua e retorne, para podermos então brindar o seu sucesso!!!”.

Se é assim que tem que ser, que seja! Tomemos cada um os nossos rumos, solitários - não desacompanhados, pois teremos sempre a presença espiritual das memórias e personalidades de nossos amigos - autônomos e independentes, nas estradas que escolhemos percorrer, afinal de contas, cada um de nós é um indivíduo complexo, de sonhos complexos, objetivos grandes e diversos, que tem que percorrer sua estrada individual, separado de todos, para somente depois de percorrido o caminho, poder reencontrar o querido amigo, que havia ficado pra trás. É provável que alguns, por causa de uma oportunidade incrível, ou de um amor forasteiro e infalível, não cumpram o caminho de volta, e a esses, com muito pesar no coração, eu digo, sempre existirão as visitas, as férias, e o verão. Aos que voltarem, que bom, estou feliz amigos, nos reencontrarmos aqui, nesse estado, bem de vida, felizes e bem casados, de cabelos grisalhos, já um pouco ralos, com a barba feita e satisfeitos, com o sentimento de dever cumprido, foi o que sempre imaginei para nós. Agora vamos deixar as mulheres e os filhos um tempo de lado, pra falar um pouco do passado, chorar, dá risada, malhar, lembrar dos ausentes, e profetizar ainda mais sobre futuro, de preferência, com todo mundo junto, tumando outra cachaça, e outra, e outra... quem sabe até mais uma graaaande, a última, na fazenda Djalma Medeiros!!!

E quanto ao medo das mudanças?!?! Já me parece tão pequeno e insignificante perto dos proveitos... faz parte da vida, é inquestionável! Ademais, a psicologia explica que a mente humana tem medo de toda e qualquer mudança, porque é acostumada na segurança da rotina! Isso não quer dizer, contudo, que todas as mudanças sejam ruins... essa que eu cito é pra melhor! Além disso, sempre aparecerão outras pessoas legais, amigos, companheiros, amores e paixões... nós nunca estaremos só! E por fim, pra refutar de vez essa barreira da mudança, lembro-me, reflito-me e me apego a uma metáfora da vida humana... que diz, na vida, existem pessoas que são águias, e outras que são galinhas... as águias possuem as asas grandes e a vista apurada, pois foram feitas para voar alto e avistar longe, além do horizonte. Em comparação com as pessoas, as águias são essas que nasceram e foram destinadas à grandeza, e o seu dever, a sua natureza, é cumprir com esse destino. Postas essas premissas, realizemos com alegria e sem hesitação o nosso dever, nosso destino... afinal de contas, e como eu mesmo quis dizer antes... nós todos somos águias... todos feitos para voar longe!!! Que assim seja.

Eduardo Dantas (17/10/07)

Minha Turma Esculhambada!!!

Entrando no clima da prosa e da amizade, ai vai uma conhecida, mas ainda não tão divulgada!


Minha Turma Esculhambada

Minha Turma é “deferente”,
Tem cada tipo de gente,
Tanta estória, tanta balela
Que ás vezes, Mais parecem
personagens de novela.

Minha Turma é “deferente”,
Mas mesmo assim, eu gosto dela,
Afinal de contas, pra onde eu quero ir,
Aonde tem forró e cachaça,
Lá está toda a galera.

Pra começar tem meu primo Tiago,
Ele se diz o engraçado,
Apesar de ninguém nunca rir.
Tem mania de dormir pelado,
E um péssimo humor para sair.

É o conhecido “ruim de festa”,
Que pior do que ele,
Dizem as más línguas,
Só levando injeção na testa.

Ao lado dele vem o Djalminha,
Vulgo dançarino,
Ou Sérgio Reis,
Esse aí, quando fica bebo,
Só sabe falar de bovino,
e de quanto arrecadou no fim do mês.

Já que falamos de bovino,
Tenho que citar um amigo pequenino,
Que apesar do tamanho,
É metido a valente,
Esse quando sobe em cima do cavalo,
Range os dentes,
Diz que só desce quando o boi ta quase rente,
E lhe aplica um golpe de judô
Pena que ninguém lhe avisou,
que apesar de tanta coragem, tanta careta,
o boi que ele ia derrubar era faixa preta,
da arte macial que o meu amigo lutou.

É ele mermo, Flavinho,
engraçado, viciado, esculhambado,
Dizem que a culpa é da Dona Sarah,
Mas coitada, a culpa não é dela,
Toda turma, por melhor que seja,
Ainda assim sempre terá suas mazelas.

O mais furão é o João Igor,
Você combina um negócio com ele,
“João Igor, to passando ai tal hora”
Ai quando você tá na porta da casa,
Do lado de fora,
Aparece aquele fantasma na janela,
Enrolado numa toalha,
Com o cabelo todo molhado,
Dizendo “peraí meu amigo”
E o cara todo fudido,
Doido pra ir tomar uma gela.

Ainda desce com um pente rosa na mão,
Reclamando que o cara fez muito barulho,
Que Seu Lunga e Dona Maria tão reclamando,
Ora, mas é foda, que bixo galado!!!
Só não só mais puto com o rapaz,
Porque coitado,
Peeennse num bixinho azarado.

Mas surpresa mermo
É o meu amigo Bernardo
Uma hora é o cara mais calmo
Só fala coisa séria,
Trabalho, cinema, profissão
Outras horas é o maior escroto,
Vai pras festas, Fica correndo pra todo lado
Com um copo de whisky na mão!
Ainda bem que arranjou a Bia, Porque senão,
Com a ruma de confusão, com segurança,
que arranja esse cidadão,
Era capaz dele estar,
Nesse exato momento,
A sete palmos do chão.

E o que falar do clã Matias,
Daniel aproveita a semana
Malhando e trabalhando
Também quando chega no domingo
Toma uma cachaça
Solta os CACHORROS
Que o cara fica de bobeira
Olhando e pensando
“Eita Biduzn réi doido!”

Já Leandro, quando chega de Brasília
só quer falar tCHia,
Surfar uns ondão,
Pegar umas gatas,
Andar de carrão
Tocar violão
igual à Jack Johnson
Apesar do só saber
as músicas do Legião

Aí vai pra cavalgada
Tomar “cachaça”
Comer “buxada”
E fazer “furdarça”
Eiiita que esse rapaiz não se decide,
Uma hora é vaqueiro,
Na outra hora é hippie,
Se continuar desse jeito,
Vou te dar um murro,
Te colocar dentro dum bugre,
E te mandar pra Brasília
Pra ir morar com o Seu Suéciaburg

Tem ainda meu outro primo,
Diego, O Pato,
Esse aí, só tem um migué,
É uma passada, Uma rodada,
Uma enrolada, e um sorriso,
Mas num é que essa bosta funciona?!
Das duas uma, ou essas “nega” tão tudo drogada, doidona,
Ou então perderam de vez o Juízo.

Pois é mais ou menos isso,
Esses são os meus amigos,
Que apesar da brincadeira,
São tudo gente de primeira.

Para mim são os melhores,
A melhor turma,
As melhores pessoas,
Os mais pegadores,
Os mais inteligentes,
Os mais bem sucedidos,
Eu gosto muito deles,
Como você mesmo viu,
Pelo que te dou um aviso:
Se tirar onda com meus amigos
Eu entro na voadora
E te mando pra puta que pariu!

“Amigo não é aquele que separa a briga,
Mas sim o que chega na voadora!!!”

Eduardo Dantas – 07/02/07

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Doçura

Agora reiousse
Pense numa mulher doce
Devia de ter até Japecanga no mei do nome

Não sei como fez
Mas pegô de jeito o home

É mulher demais numa só
Qualidade sobrando
Só vendo pra acreditar

Companheira de primeira
A nega é boa até pra farriar

E tanto me fez aquetar
Que já até espalhei
Meu futuro é se esposar

Bixinha e arrumada
Só as vezes que é braba

Também pudera
Na terra da minha amada
Até seu Virgulino levou bala

E pra não me demorar
Esse verso vou terminar

Porque maior mermo que o mar
Só meu amor por ela
E ai de quem duvidar.


(Leandro Matias)