Entrando no clima da prosa e da amizade, ai vai uma conhecida, mas ainda não tão divulgada!
Minha Turma Esculhambada
Minha Turma é “deferente”,
Tem cada tipo de gente,
Tanta estória, tanta balela
Que ás vezes, Mais parecem
personagens de novela.
Minha Turma é “deferente”,
Mas mesmo assim, eu gosto dela,
Afinal de contas, pra onde eu quero ir,
Aonde tem forró e cachaça,
Lá está toda a galera.
Pra começar tem meu primo Tiago,
Ele se diz o engraçado,
Apesar de ninguém nunca rir.
Tem mania de dormir pelado,
E um péssimo humor para sair.
É o conhecido “ruim de festa”,
Que pior do que ele,
Dizem as más línguas,
Só levando injeção na testa.
Ao lado dele vem o Djalminha,
Vulgo dançarino,
Ou Sérgio Reis,
Esse aí, quando fica bebo,
Só sabe falar de bovino,
e de quanto arrecadou no fim do mês.
Já que falamos de bovino,
Tenho que citar um amigo pequenino,
Que apesar do tamanho,
É metido a valente,
Esse quando sobe em cima do cavalo,
Range os dentes,
Diz que só desce quando o boi ta quase rente,
E lhe aplica um golpe de judô
Pena que ninguém lhe avisou,
que apesar de tanta coragem, tanta careta,
o boi que ele ia derrubar era faixa preta,
da arte macial que o meu amigo lutou.
É ele mermo, Flavinho,
engraçado, viciado, esculhambado,
Dizem que a culpa é da Dona Sarah,
Mas coitada, a culpa não é dela,
Toda turma, por melhor que seja,
Ainda assim sempre terá suas mazelas.
O mais furão é o João Igor,
Você combina um negócio com ele,
“João Igor, to passando ai tal hora”
Ai quando você tá na porta da casa,
Do lado de fora,
Aparece aquele fantasma na janela,
Enrolado numa toalha,
Com o cabelo todo molhado,
Dizendo “peraí meu amigo”
E o cara todo fudido,
Doido pra ir tomar uma gela.
Ainda desce com um pente rosa na mão,
Reclamando que o cara fez muito barulho,
Que Seu Lunga e Dona Maria tão reclamando,
Ora, mas é foda, que bixo galado!!!
Só não só mais puto com o rapaz,
Porque coitado,
Peeennse num bixinho azarado.
Mas surpresa mermo
É o meu amigo Bernardo
Uma hora é o cara mais calmo
Só fala coisa séria,
Trabalho, cinema, profissão
Outras horas é o maior escroto,
Vai pras festas, Fica correndo pra todo lado
Com um copo de whisky na mão!
Ainda bem que arranjou a Bia, Porque senão,
Com a ruma de confusão, com segurança,
que arranja esse cidadão,
Era capaz dele estar,
Nesse exato momento,
A sete palmos do chão.
E o que falar do clã Matias,
Daniel aproveita a semana
Malhando e trabalhando
Também quando chega no domingo
Toma uma cachaça
Solta os CACHORROS
Que o cara fica de bobeira
Olhando e pensando
“Eita Biduzn réi doido!”
Já Leandro, quando chega de Brasília
só quer falar tCHia,
Surfar uns ondão,
Pegar umas gatas,
Andar de carrão
Tocar violão
igual à Jack Johnson
Apesar do só saber
as músicas do Legião
Aí vai pra cavalgada
Tomar “cachaça”
Comer “buxada”
E fazer “furdarça”
Eiiita que esse rapaiz não se decide,
Uma hora é vaqueiro,
Na outra hora é hippie,
Se continuar desse jeito,
Vou te dar um murro,
Te colocar dentro dum bugre,
E te mandar pra Brasília
Pra ir morar com o Seu Suéciaburg
Tem ainda meu outro primo,
Diego, O Pato,
Esse aí, só tem um migué,
É uma passada, Uma rodada,
Uma enrolada, e um sorriso,
Mas num é que essa bosta funciona?!
Das duas uma, ou essas “nega” tão tudo drogada, doidona,
Ou então perderam de vez o Juízo.
Pois é mais ou menos isso,
Esses são os meus amigos,
Que apesar da brincadeira,
São tudo gente de primeira.
Para mim são os melhores,
A melhor turma,
As melhores pessoas,
Os mais pegadores,
Os mais inteligentes,
Os mais bem sucedidos,
Eu gosto muito deles,
Como você mesmo viu,
Pelo que te dou um aviso:
Se tirar onda com meus amigos
Eu entro na voadora
E te mando pra puta que pariu!
“Amigo não é aquele que separa a briga,
Mas sim o que chega na voadora!!!”
Eduardo Dantas – 07/02/07