terça-feira, 29 de abril de 2008

Eterna Lembrança

O carinho deixou marcas
Sentimento não será corrigido
Não se trata de ferimentos
São apenas doces lembranças
De um feliz amor vivido

Primorosos encantamentos pueris
Convertem um peito frívolo e umbroso
O vazio estava coalhado
Era momento de romance deleitoso

Flecha acúlea penetrara a muralha
Personalidade de mulher e sorriso infantil
Beleza estonteante com uma fala apressada
Inédito amor meu coração esculpiu

Tardes poderiam ter parado
Estava ao lado dela
Em bares ou em carros
A fascinação era externada
Através de rimas, as mais singelas

A imensa plenitude do amor
Só é concebida pela imaginação e fantasia
Nosso amor era obra de ficção
Éramos personagens da nossa alegria

Bochechas molhadas
Choro sua partida
Ao mesmo tempo que fumo da certeza
De que nossa paixão não será dissolvida

Agora, restam fotografias e noites
Que recordarão um amor infinito
Serão as doces lembranças
D’um feliz amor vivido.

julho/2006

(Flávio Pinheiro)