O assunto do momento é a crise política nacional, sendo que para um bom observador do assunto um problema mais grave pode ser observado: a crise na classe política do Rio Grande do Norte. De fato, não foi apenas aqui que se iniciou o escândalo das passagens aéreas com o nosso deputado global, mas aqui também há problemas que se agravam numa densidade bem forte.
Do macro para o micro: o RN foi o Estado que teve o menor número de projetos apresentados e aprovados no Senado; o Estado perdeu seu posto de maior exportador de frutas por falta de investimento e compromisso; a nossa capital se encontra numa infindável crise de saúde sem perspectivas de melhora; nós temos o município de Taipu com um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano do Brasil, e o restante dos municípios, apesar de alegarem falta de dinheiro, não buscam outras soluções que não a de chorar suas mágoas, tanto que se esqueceram de cumprir com os requisitos do bolsa família e tiveram os repasses dos benefícios suspensos nos últimos dias. Isso tudo tem de significar alguma coisa, não pode ser tudo culpa da crise financeira ou fruto de coincidências! É muito problema para pouca atitude.
Não adianta falar que o processo político é mais do que apenas apresentar e aprovar projetos: um político completo que queira fazer valer os votos de confiança que lhes foi dado deve dividir seu tempo entre a defesa institucional de nossos interesses, a realização de obras e a aquisição de vantagens concretas para o nosso Estado; também não cabe culpar as gestões anteriores, já que são quase sempre as mesmas figuras que se revezam nos mesmos cargos, se fiscalizando e administrando conjuntamente, e pouco muda; em relação à afirmação municipal de falta de dinheiro, esta é até contraditória quando comparada à quantidade de riquezas que possuímos e ao excesso de gastos e abusos perpetrados. Para os que acharam um absurdo o episódio das farras das passagens, apresento o correspondente municipal: a farra da gasolina. Ou ninguém nunca ouviu falar de vereadores dos interiores que usam verbas públicas para passeios particulares e até para encher o tanque de amigos? Acresça-se um adjetivo ao parágrafo anterior: é pouca atitude e muita imoralidade!
Alguns podem dizer que o nosso Estado tem apresentado progressos, como na questão da auto-suficiência energética que obteve destaque internacional na CNN há poucos dias, por exemplo. A essas pessoas eu gostaria de responder: a energia seria muito mais positiva se fosse absorvida pelos nossos políticos no exercício dos seus respectivos mandatos. Vamos melhorar os nossos votos!!!
Eduardo Sousa Dantas
Bacharel em Direito pela UFRN
Assessor do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas
Do macro para o micro: o RN foi o Estado que teve o menor número de projetos apresentados e aprovados no Senado; o Estado perdeu seu posto de maior exportador de frutas por falta de investimento e compromisso; a nossa capital se encontra numa infindável crise de saúde sem perspectivas de melhora; nós temos o município de Taipu com um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano do Brasil, e o restante dos municípios, apesar de alegarem falta de dinheiro, não buscam outras soluções que não a de chorar suas mágoas, tanto que se esqueceram de cumprir com os requisitos do bolsa família e tiveram os repasses dos benefícios suspensos nos últimos dias. Isso tudo tem de significar alguma coisa, não pode ser tudo culpa da crise financeira ou fruto de coincidências! É muito problema para pouca atitude.
Não adianta falar que o processo político é mais do que apenas apresentar e aprovar projetos: um político completo que queira fazer valer os votos de confiança que lhes foi dado deve dividir seu tempo entre a defesa institucional de nossos interesses, a realização de obras e a aquisição de vantagens concretas para o nosso Estado; também não cabe culpar as gestões anteriores, já que são quase sempre as mesmas figuras que se revezam nos mesmos cargos, se fiscalizando e administrando conjuntamente, e pouco muda; em relação à afirmação municipal de falta de dinheiro, esta é até contraditória quando comparada à quantidade de riquezas que possuímos e ao excesso de gastos e abusos perpetrados. Para os que acharam um absurdo o episódio das farras das passagens, apresento o correspondente municipal: a farra da gasolina. Ou ninguém nunca ouviu falar de vereadores dos interiores que usam verbas públicas para passeios particulares e até para encher o tanque de amigos? Acresça-se um adjetivo ao parágrafo anterior: é pouca atitude e muita imoralidade!
Alguns podem dizer que o nosso Estado tem apresentado progressos, como na questão da auto-suficiência energética que obteve destaque internacional na CNN há poucos dias, por exemplo. A essas pessoas eu gostaria de responder: a energia seria muito mais positiva se fosse absorvida pelos nossos políticos no exercício dos seus respectivos mandatos. Vamos melhorar os nossos votos!!!
Eduardo Sousa Dantas
Bacharel em Direito pela UFRN
Assessor do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas
*Artigo publicado no Jornal de Hoje de sexta-feira, dia 15 de maio de 2009.
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